sábado, 22 de maio de 2010

Suspeito de tráfico é preso em Monte Castelo

Na manhã de hoje (21) em cumprimento a mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil de Papanduva e as Polícias Civil e Militar de Monte Castelo prenderam em flagrante pela prática do crime de tráfico de drogas - "crack" - A.B.O., 28 anos.

Segundo a Delegada de Polícia, Tânia C. D. Harada, na residência do acusado, as margens da BR 116, no KM 72, foram apreendidos diversos bens de origem duvidosa, os quais se acreditam serem produtos de furto praticados por usuários da droga vulgarmente conhecida como "crack", R$ 2.150,00 em dinheiro e 48 "pedras" de crack.

Em um barracão anexo à residência do suspeito foram encontrados objetos indicativos do consumo da droga - latas de refrigerante utilizadas como cachimbo.

De acordo com a delegada não houve resistência de prisão. “A.B.O. alega em seu depoimento que a droga foi colocada nas proximidades de sua residência por um vizinho para lhe incriminar. Alega, contudo, que não sabe dizer o porquê de o vizinho querer lhe prejudicar...”, relatou Harada.

A.B.O foi encaminhado ao Presídio Regional de Mafra na tarde de ontem (21).


Investigação – O caso estava sendo investigado pela Polícia Civil acerca de um mês. Segundo a delegada havia um grande movimento de pessoas na casa do acusado, possivelmente usuários de drogas. A princípio o suspeito atuava sozinho, mas no prazo de 30 dias - que é o prazo legal para se concluir o procedimento - será apurada eventual participação de mais alguém. Vale salientar que a pena prevista para o tráfico é de cinco a 15 anos de reclusão.
De acordo com Harada o tráfico de drogas é uma prioridade da Polícia Civil devido ao grande número de delitos secundários dele decorrentes (furtos, roubos, violência doméstica, etc.).


Polícia Civil em plena atividade


Entrevista - A delegada Tânia C. D. Harada assumiu a Delegacia de Papanduva no final do mês de janeiro de 2010 e o seu trabalho já é referencia de competência na região. Em entrevista rápida ao Jornal Diário do Planalto a delegada ressalta alguns pontos do seu trabalho.


Outros Casos – A base do trabalho da Polícia Civil é a investigação sigilosa, que podem durar alguns dias ou alguns meses. Como não podemos divulgar esses casos, durante esse processo, a delegada relembra que a apreensão de drogas em Monte Castelo não foi o único caso recente na região.

“No início de abril também houve uma prisão de um homem de Itaiópolis com as iniciais E.H, que, segundo apurado, era um dos fornecedores de cocaína para Papanduva. Na ocasião, ele foi detido em Mafra, quando retornava de Curitiba trazendo a droga”, ressaltou. “Vale salientar que suspeito vinha sendo monitorado pela Polícia Civil de Papanduva e o ato da prisão teve o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal atuantes em Mafra”, completou a delegada.


Combate a drogas - Ao ser questiona sobre o seu trabalho ao combate ao tráfico de drogas a delegada salienta que seu objetivo é sempre a repressão a esta atividade, tendo em vista os inúmeros delitos que decorrem do tráfico.


Parcerias - Se a relação da Polícia Civil e Militar tem algumas restrições em algumas cidades, isso não acontece em Papanduva e Monte Castelo. “A Polícia Militar de Monte Castelo e de Papanduva em muito têm auxiliado nosso trabalho. Temos firmado uma parceria bastante profícua e o relacionamento entre as instituições é muito bom”, enfatizou Harada.


Equipe - Já em relação ao efetivo a situação dos municípios é a mesma da maioria das cidades catarinense. “O efetivo da Polícia Civil é insuficiente, atualmente não conseguimos atender todos os casos, sendo necessária uma filtragem em razão do baixo efetivo. Monte Castelo mesmo, atualmente, conta com apenas um Policial Civil, ao passo que Papanduva, com quatro (incluindo a mim)” concluiu.


Denúncias – A Delegada também comenta que a comunidade ainda tem certo receio para denunciar os crimes, mas salienta que existem outras alternativas sem identificação do cidadão. “A resistência sempre decorre de receio de represálias por parte da comunidade, principalmente em se tratando deste tipo de crime (tráfico). Contudo, há meios de se efetuar denúncia sob sigilo - via CONSEG (distribuição de urnas), ou através de disque-denúncia 190 ou 197 -, bem como de se prestar declarações sob o manto do anonimato, com resguardo da identidade do declarante tanto na fase policial, quanto na judicial”.



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