quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Militar canoinhense ajuda vítimas de terremoto no Haiti


Porto Príncipe/Haiti – Contando os dias para voltar ao Brasil o soldado do Exército Sandro Ariel Dolla, natural de Canoinhas, teve uma surpresa desagradável. Na terça-feira, 12, o Haiti foi atingido por um terremoto com tremores de até 7 graus na escala Richter. De Porto União e região, Ariel e os outros 18 militares do Batalhão de Engenharia de Porto União que integram o 9° Contingente da Companhia de Engenharia de Força de Paz, tiveram que mudar seus planos.


O grupo deixaria o pais nesta sexta-feira (15), mas devido ao incidente, terão que permanecer no Haiti para ajudar a reconstruir o país e não têm data para voltar ao Brasil. Apesar da notícia ruim, Ariel conta que está aliviado, já que a unidade onde ele serve no Haiti não foi atingida pelo terremoto.


- “A cidade está um caos. Estamos ajudando no resgate das vítimas. Queremos aproveitar e tranqüilizar nossos familiares e dizer que estamos bem. Do nosso grupo não houve nenhum militar ferido”, disse.


Desde que a notícia do terremoto chegou a Canoinhas, União da Vitória e Porto União, o clima entre os familiares dos militares foi de apreensão. O canoinhense Ariel ligou para seus familiares, na noite de terça-feira, 12. O militar tranqüilizou a família e fez um relato do cenário de destruição do país. A conversa durou pouco mais de um minuto, até a ligação cair. Agora, a família acompanha as informações dadas pelos noticiários televisivos e pela internet. Ontem Ariel falou com a redação do Diário do Planalto através do MSN e contou a situação em que está vivendo.


- “Olha, é muito triste, são centenas de corpos de pessoas de todas as idades sob os escombros, são cenas muito chocantes, nunca vi nada igual”, contou.

Reconstrução - Além de Ariel, outros dois soldados que moram em Canoinhas também integram o grupo do 5º BEC. Os militares da arma de engenharia, como Ariel, foram para lá para ajudar a reconstruir o país que é considerado o mais pobre do mundo, e agora terão uma nova missão pela frente. Os soldados brasileiros trabalham na construção de estradas, poços artesianos, pontes e outras edificações. Ariel conta que a miséria do povo é o que mais chamou a sua atenção. Apesar disso, conta que o povo haitiano é extremamente feliz e simpático. Os soldados brasileiros são considerados heróis pelo povo sofrido do Haiti. Além dos soldados brasileiros a missão de Paz no Haiti conta com militares de mais de 50 paises. Ariel conta que os militares de sua unidade vivem em alojamentos montados em containeres. “A nossa base é mais bem montada e confortável dentre todas as demais bases do outros países que estão aqui”, conta.


J. Padilha

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