segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Resgate de vítimas de afogamento


Região – Com o verão e o calor, logo vem à vontade de se refrescar em águas, tanto nas praias, nos rios ou nas piscinas. Mas atrás de um mergulho se esconde muitos riscos que pode transformar um momento de lazer em tragédia. Nesta época do ano os afogamentos são bastante comuns, inclusive em nossa região. Em Santa Catarina, nesta temporada, o número de afogamentos, principalmente no litoral chega a ser alarmante, uma média de uma morte por dia. Pensando neste problema, bombeiros de Canoinhas e Três Barras, pertencente ao 9º Batalhão de Bombeiro Militar realizaram uma demonstração real de salvamento e deram dicas de como proceder nestas situações.


O mergulho da vida – Nesta sexta-feira, dia 08, com a iniciativa dos bombeiros militares, Edson e Rogério de Canoinhas e com o apoio do Corpo de Bombeiros de Três Barras foi realizada uma simulação completa de resgate a vitima de afogamento. A demonstração foi feita na “Raia”, no Rio Negro em Três Barras.


Orientações

  • 01: Nunca se aproxime da vítima, pois ela irá agarrá-lo e poderá afogar os dois. Lembre-se que o desespero dele por uma "tábua da salvação" pode levá-lo junto ao afogamento. Não arrisque sua vida. Procure atirar algum material de flutuação para que a vítima tenha tempo de aguardar a chegada do guarda-vidas. Uma garrafa de refrigerante 2 litros com tampa, uma bóia, uma prancha ou tampa de isopor, etc.

  • 02: Ao avistar um caso de afogamento não tente nada heróico e chame o guarda-vidas. Informando o local e o que está acontecendo. Caso em sua avaliação, não haja tempo para aguardar o socorro, procure alguém que possa ter experiência no rio ou no mar.

  • 03: Ao entregar o material de flutuação para o afogado acalme a situação, conversando com o afogado e peça a ele que não lute contra a correnteza e que se deixe levar para o alto.

  • 04: Mantenha a cabeça da vítima para cima, desobstruindo as vias aéreas, ou seja mantenha as narinas da vítima aberta, para entrada do ar. Se houver necessidade, no caso de parada cardíaca, o socorrista poderá fazer ventilações (boca-boca) na vítima, ainda dentro da água.

  • 05: A vítima deverá ser arrastada pelos braços até a margem do rio, para o procedimentos de reanimação.

  • 06: Coloque a vítima paralela à água com a cabeça voltada para o seu lado esquerdo, de forma que você esteja de costas para o rio. Cheque a resposta da vítima perguntando, Você está me ouvindo?

  • 07: Se não houver resposta da vítima, deverá ser feita à respiração artificial, mas antes tire a água que o afogado engoliu e que penetrou nas vias respiratórias. Não perca com isso mais que meio minuto.

  • 08: Em seguida, prepare o afogado para receber a respiração boca a boca. Vire-o de costas e coloque a cabeça dele em posição adequada: com uma das mãos levante o pescoço e com a outra force a cabeça para trás. Em seguida, com os polegares, abra a boca do afogado e verifique se há algum material obstruindo a passagem do ar: sangue, dentadura, vômito, etc. Retire-o antes de iniciar a respiração.

  • 09: Inicie a respiração boca a boca. Incline a cabeça para trás e escute a respiração (VÊR, OUVIR E SENTIR). Se a vítima não tem movimento respiratório, feche o nariz com os dedos. Cubra sua boca com a sua e assopre (ventile) verifique se o tórax eleve. Dê duas respirações de dois segundos cada uma. Se, depois das ventilações a vítima não voltou a respirar, verifique se não tem circulação (batimento cardíaco) se não houver, mantenha a vitima deitada, efetuar 30 compressões torácicas, no ritmo de 100 compressões por minuto. Efetuar 2 ventilações. Manter as compressões e ventilações na freqüência 30 por 2 (30 compressões para cada duas ventilações). Verificar o pulso central a cada 2 minutos: se não houver pulso, o procedimento deve ser reiniciada pelas 30 compressões torácicas. Após os primeiros socorros a vitima deverá ser levada ao Hospital.


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O Perigo das Águas


Afogamento é a asfixia gerada por aspiração de líquido de qualquer natureza que venha a inundar o aparelho respiratório. Haverá suspensão da troca ideal de oxigênio e gás carbônico pelo organismo.

Todas as praias, rios, lagos, oferecem diferentes perigos ao banho. Alguns são permanentes, ou seja, nunca mudam de lugar e uma vez conhecidos podem ser facilmente evitados. Outros são variáveis e exigem do banhista cuidado e atenção para que sejam identificados.


Dica para evitar afogamentos

- Ao andar de barco, caiaque ou lancha, use sempre os equipamentos de segurança. Se o barco virar, você não corre o risco de afogar;

- Nunca tire os equipamentos de segurança nem mergulhe em águas desconhecidas;

- Obedeça a sinalização nas praias, represas e rios, pois dela também depende a sua vida;

- Mantenha distância das pedras e bocas de rios pois o que lhe parece bonito e atrativo constitui também um perigo de afogamento;

- Nunca entre na água após as refeições. Quando estiver na praia ou pescando num rio, coma somente alimentos leves e beba moderadamente. Dessa maneira, não terá congestão nem perderá o equilíbrio;

- Não deixe crianças pequenas e que não sabem nadar brincarem sozinhas na praia, na beira de rios, lagos ou piscinas;

- Os salva-vidas trabalham para garantir a sua segurança nas praias e locais de banho; porém, se não contarem com a colaboração de todos, muitas pessoas continuarão a morrer afogadas.

IMK

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